Na Pontinha do Pé

sexta-feira, outubro 14, 2005

Na pontinha do pé... até ao Pateo do Collegio

Aqui nasceu São Paulo! Pois n, São Paulo n era brasileiro!!! Refraseando, Aqui nasceu a cidade de São Paulo:
“A cidade de São Paulo nasceu de uma cabana – o primitivo colégio dos Jesuítas – no ano de 1554.”

É verdade, esta ordem está por todo o lado, e foi naquele lugar onde começaram a ensinar aqui em São Paulo. Hoje em dia tem uma igreja – a Capela Anchieta - e um museu – o museu Anchieta – que mostra um pouco a história dos jesuítas no Brasil e alguns objectos religiosos, como estátuas, quadros e algumas custódias e castiçais de prata.
O Padre Anchieta foi um jesuíta que muito evangelizou por aqui, e que hj em dia é beato (n sei se é santo!), cujas relíquias andaram perdidas pelo mundo aquando da expulsão dos jesuítas do Brasil no tempo do Marquês de Pombal. Estiveram em Roma, estiveram em Portugal, e há cerca de 10 anos foram encontradas num baú perdido numa escola de Belas Artes portuguesa.
A Igreja por fora é branca e simples, por dentro mais simples é. Numa sacristia pequenina de lado estão expostas as relíquias do Padre Anchieta. Por trás conservam um jardim bonito e bem cuidado, onde hj em dia tem um restaurante, a cripta e uma lojinha de artes manuais que crianças dali fazem.
Esta Igreja encontra-se numa praça que tem ao centro uma estátua que representa a liberdade do Brasil, e que está rodeada de prédios lindos, como são todos os do centro da cidade. É pena que por aqui o lugar mais perigoso de SP seja o centro, cheio de mendigos bêbados e gangs que dormem pelas ruas ou vendem nos passeios. Mas o chão é de calçada portuguesa, as casas antigas, com um pé direito enorme, com estátuas no alto das paredes de pedra, estilo a nossa R. do Comércio na Baixa.
Passei tb pela Sé! É de cortar a respiração! No meio de uma praça sobre o comprido aparece uma catedral enorme, muito alta, em pedra com telhados pontiagudos e esverdeados que rasgam o céu com uma força impressionante. Parece a Catedral de Colónia, mas mais estreita, mais alta e com as paredes não tão escurecidas. E, além de ter por trás um céu azul clarinho, à sua frente, pela praça, abre-se uma alameda de palmeiras muito altas e direitinhas como soldados alinhados que abrem alas ao seu rei. À medida que nos aproximamos da Sé pelo jardim que enche a alameda, ela cresce, cresce, cresce... ficamos com dores no pescoço de tão dobrado que está, mas isto tudo na fracção de segundos que passa enqt atravessamos a praça quase a correr para evitar os bandos de crianças vagabundas e os mendigos que nos perseguem por uma esmola. Qd chegamos perto da entrada vemos a escadaria grande da sé, cheia de gente sentada a olhar, ou deitada a dormir, as portas fechadas e, com medo continuamos a subir a rua, sempre em frente, passando pelo lado da magnífica Catedral que se alonga até uma praça mais pequena que fica por trás atrás, e vemos que escondidas pelas torres pontiagudas da Sé estão cúpulas e abóbadas de tamanho impressionante, e que nos faz lembrar a Notre Damme de Paris.
Existem muitas catedrais lindas por esse mundo, mas nenhuma tem uma alameda de palmeiras que lhe presta culto, como tem a Sé de São Paulo.

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