Na Pontinha do Pé

sexta-feira, outubro 14, 2005

Na pontinha do pé... até ao Instituto Tomie Ohtake

Este é o nome de uma pintora de origem japonesa mas nacionalizada brasileira, cujas pinturas muito suigéneris fizeram furor no mundo da arte. Este Instituto encontra-se num prédio construído pelo irmão da pintora, e tb ele nada tem de normal.
Lá dentro podem-se ver varias exposições de artistas mais ou menos alternativos, sendo apenas uma das exposições (a única permanente) da Tomie Ohtake, e tem apenas uma dúzia de quadros.
O edifício todo deve ter escritórios, n sei, e as salas das exposições encontram-se no hall de entrada, que tem dois andares, no centro do qual, no meio do chão, tem 4 estruturas metálicas pintadas de branco e com formas arredondadas e curiosas, de forma a que lhes damos balanço e elas balançam sem sair do lugar. Mas são estruturas com 2 metros de altura e 3 ou 4 de comprimento.
Vi três exposições, cada uma do seu estilo, mas todas muito curiosas:
  1. uma de desenho, apenas quadros desenhados a grafite, mas com um pormenor tal que parecem fotografias a preto e branco. Tinha quadros pequenos e outros grandes, que chegavam a ter metro e meio de lado. É impressionante e extremamente realista ver desenhos da floresta brasileira, ou um pôr do sol reflectido em ondas do mar. O desenhista chama-se Francisco Faria e a exposição pode ser vista aqui.
  2. uma exposição de um pintor de desenhos animados chamado Roy Lichtenstein. Parecia banda desenhada do Batman :D e é incrível como é que existe quem com dois ou três traços consiga exprimir sentimentos, medos, alegrias, pânico, barulhos, velocidades...
  3. uma exposição de um tal Mitsunashi, japonês tb, e que expôs vegetais carborizados. Tinha duas salas por sua conta, uma delas forrada de rosas pretas (ele pintava tudo de preto para parecer queimado!), tudo em fundo branco. A outra estava cheia de quadros, uns na vertical outros na horizontal, em que todos eram uma placa quadrada de madeira com legumes carborizados por cima, colados, p.e: uma espiral feita de morangos (pretos! N esquecer!), umas folhas num canto do quadrado, tamarindos alinhadinhos como se tivessem em continência... estes em quadros verticais. Em quadros deitados podíamos ver pimentos todos na vertical, colados na ponta, todos m pé juntos uns aos outros, parecia multidão assustada e junta pela polícia; alhos franceses; malaguetas em pé a fazer uma cruz... enfim, de uma imaginação inesgotável que deu pena de saber que nessa mesma noite iriam desmanchar tudo e jogar tudo no lixo!

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