Na pontinha do pé... no Mercado Municipal
Uma das voltas que mais gosto de dar em cada cidade que vou é visitar os mercados, não só pelas cores que normalmente abundam nestes lugares, como é aqui que vemos a verdadeira alma do povo que habita estas cidades.
Por exemplo, no México, o mercado é uma confusão de gente e “coisas”, desenvolvendo-se em ruelas estreitas com telhados de cartão para n chover lá dentro, e encontram-se frutas, peixes, carne, legumes, pimentas... e gente a cantar lá dentro, demonstrações de mariachis, vendas de carteiras, vassouras, piñatas... crianças que correm e gritam, casas de tacos e margaritas.

Na China é um mar de gente, um mar de coisas, um mar de cintos, de sapatos, de carteiras, de moedas, de animais vivos, de peixes abertos com o coração a bater, de frutas, de galos enjaulados, de rãs engaioladas, de escorpiões dentro de baldes... de fritos de tudo, de espetos de tudo, de cozinhados de tudo.... enfim, um mar de tudo envolto numa sujidade peganhenta.
Na Finlândia, país evoluído e de “primeiro mundo” onde o sol bate com pouca força e afugenta as cores, tudo tem pouco sabor, pouca gente, muita chuva, vende-se mais coisas turísticas à base de peles e lãs, e tb se encontram no meio dos rabanetes algumas colheres de prata de um serviço de chá incompleto de alguma antiga casa senhorial que vendeu os seus bens.
Em Portugal... ninguém tem o cheiro a peixe fresco de Portugal! Mas os nossos mercados não têm tanta vida como aqui, e, comparando com o Mercado Municipal de São Paulo são, no geral, mais arcaicos, mais rústicos... e é isso que lhes dá a alma.
Mais arcaicos no sentido que... enfim, menos modernos. Mas o Mercadão
(como eles chama ao Mercado Municipal), foi restaurado há poucos anos. Não é um lugar nada bagunçado, mas dos mais organizados que já vi. Está dentro de um edifício antigo e lindo, agora que foi reformado, com vitrais muito ricos e uma estrutura clássica cheia de arcadas, com um pé direito muito alto, e por fora vêm-se torres e abóbodas que tornam este um lugar quase chique.
Lá dentro há de tudo: as frutas que não são típicas da região, peixe fresco e marisco, muito bacalhau, salgado e fresco, com postas vistosas e suculentas, milhares de especiarias, várias qualidades de azeite, queijos enormes vindos de todo o mundo, pimentas, azeitonas, gomas, castanhas de caju, café... fora as típicas frutas e os vegetais, mas que se apresentam todos em caixinhas arrumadinhas e que são um consolo para a vista :D
Tudo se encontra organizado em bancas ao longo de ruas que fazem um quadriculado perfeito lá dentro, e cada banca é arr
anjada e decorada consoante o que vende. Existem tb muitos bares onde se pode tomar um chopp, ou então, o que é mais típico e obrigatório cada vez q lá se vai, comer um pastel de bacalhau e uma sandwich de mortadela. Esta última é ENORME, põem quase o porco inteiro dentro da sandwich :P, nem dá para trincar tudo de uma vez, p
q a boca n abre! O pastel de bacalhau n é como os nossos: aos nossos pastéis de bacalhau eles chamam “bolinhos de bacalhau”, e pastéis são com massa como os nossos pastéis de grão, e depois fritos. É bom. Num lugar que lá comi, é muito bom. O recheio é de bacalhau à braz, mas sem ovos nem batatas fritas :D

1 Comentários:
O comentário que fiz em cima era para ser aqui.
Tá-se a ver que vem aí outro livro... Sêrá???
Bjs do Paié.
Por
Anónimo, Às
08 novembro, 2005 12:17
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